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Dados Geográficos

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Situado entre 23°08’47” e 23°55’46” de Latitude Sul e entre 50°52’23” e 51°19’11” a Oeste de Greenwich, o Município de Londrina ocupa, segundo a Resolução nº 05, de 10/10/02, do IBGE, 1.650, 809 km², cerca de 1% da área total do Estado do Paraná (figura 1).

A densidade demográfica do Município é de 299,22 hab/km² (IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social -2006).

A zona urbana de Londrina  é de 164,33 Km² e a zona de expansão urbana é de 80,68 Km², totalizando 245,01 Km² (IPPUL, novembro 2006). A altitude da área urbana central da cidade é de 608 m (na Catedral Metropolitana).

O ponto mais alto do Município tem uma altitude de 820 – 844  m e fica próximo a Lerroville, à leste, na estrada em direção à represa. Localiza-se em um espigão, não sendo percepitível, uma vez que não é um morro mas apenas um ponto demarcado.

O Município de Londrina é constituído pelo Distrito Sede e pelos Distritos do Espírito Santo, Guaravera, Irerê, Lerroville, Maravilha, Paiquerê, São Luiz e Warta (figura 2).

O solo da região é de origem basáltica, entretanto, conforme a sua localização, em topografia mais plana e acidentada, apresenta tipos de solos diferentes, consequentemente, de fertilidade variável.

A camada de solo é de profundidade variável, indo de várias dezenas de metros, nos espigões, até menos de um metro, próximo aos ribeirões, onde, na maioria das vezes, a água flui sobre a superfície compacta do basalto.

O melhor solo de Londrina e um dos mais férteis do mundo está na região setentrional do município, que se caracteriza por uma topografia mais plana. Aí, predominam os solos Terra Roxa Estruturada Eutrófica, Latossolo Roxo Eutrófico e, em menor quantidade, o Brunizen Vermelho e o Litólico Eutrófico. Aos primeiros, só se comparam os famosos Chernozen (solos negros) da Ucrânia.

Na região sul do Município, onde a topografia é mais acidentada, os solos são mais diversificados, mais ácidos e menos férteis, com a predominância do Brunizen Vermelho, Litossolo, Latossolo Roxo Distrófico e Terra Roxa Estruturada Eutrófica.

Nesta região, o subsolo promete ser rico em minérios, conforme apontam as pesquisas que só agora tiveram início. É aí também que as condições de clima e solo começam a atrair os fruticultores, principalmente os de maçã e uva.

O clima de Londrina, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Cfa, ou seja, clima subtropical úmido, com chuvas em todas as estações, podendo ocorrer secas no período de inverno. A temperatura média do mês mais quente é, geralmente, superior a 25,5° C e a do mês mais frio, inferior  a  16,4° C.

Levantamento feito pelo Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR, constatou que a temperatura média anual em 2007, foi de 21,8° C, com média máxima de 28,3° C e a média mínima de 16,3° C.
Londrina, localizada num espigão, apresenta verão quente e inverno ameno, com índices de umidade relativa do ar em torno de 76% no verão e 72% no inverno, e com a umidade relativa média do ano situada em torno de 69%.

Pólo de uma região essencialmente agrícola, Londrina sempre foi beneficiada por um regime pluviométrico bem distribuído durante todo o ano, sendo raríssimos os períodos de grandes estiagens ou chuvas prolongadas. Segundo o IAPAR, a precipitação pluviométrica anual em 2007, foi de 1.566 mm, sendo janeiro, julho e dezembro, os meses mais chuvosos e junho, setembro,  e agosto os meses mais secos.

O sistema hidrográfico do Paraná, pela declividade do relevo em direção a Oeste, em sua grande maioria, drena neste sentido, formando a Bacia do Paraná que, por sua vez, interliga a Bacia do Prata.

Porém, o subsistema hidrográfico do Município corre no sentido predominante de Oeste para Leste, uma vez que o relevo está genericamente inclinado da região de Londrina para o Rio Tibagi, que tem sentido Sul-Norte, desaguando no Rio Paranapanema, um dos tributários do Rio Paraná.

Os principais rios do município são Taquara, Apucarana e Tibagi. Este último, com grande potencialidade hídrica, percorre uma extensão aproximada de 69,25 km no Município. O aproveitamento dos recursos hídricos do Rio Tibagi é ainda pequeno. Seu potencial hidrelétrico é avaliado em 1.500 MW, porém, somente uma usina existente tem potência superior a 20 MW (Usina Hidrelétrica Presidente Vargas, das Indústrias Klabin). Outras pequenas indústrias ali localizadas têm potência inferior a 10 MW.

Os principais ribeirões são: Apertados, Cafezal, Apucaraninha, Jacutinga, Cambezinho, Bom Retiro e Quati.

No Município, são poucas as áreas remanescentes da formação vegetal natural (mata pluvial tropical e subtropical) que recobria a região de Londrina. A mata dos Godoy (Reserva Florestal Estadual) e a Reserva Indígena do Apucaraninha são formações florestais que demonstram a variedade de gêneros e espécies de vegetação que se encontravam na região.

Em razão do desmatamento verificado no Município de Londrina, existem outras poucas áreas com vegetação natural, em propriedades particulares.

Londrina é a sede da Microrregião Geográfica 011, constituída pelos Municípios de Cambé, Ibiporã, Londrina, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana (IBGE – 2002).

Londrina é também a sede da AMEPAR – Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, congregando 22 Municípios, com uma população de 858.932 habitantes (Censo Demográfico IBGE – 2000 – Resultados do Universo).

Compõem a AMEPAR os seguintes Municípios: Alvorada do Sul, Arapongas, Bela Vista do Paraíso, Cafeara, Cambé, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Ibiporã, Jaguapitã, Jataizinho, Londrina, Lupionópolis, Miraselva, Pitangueiras, Porecatu, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Rolândia, Sabáudia, Sertanópolis e Tamarana.

De acordo com o Decreto nº 2441/88 publicado no Diário Oficial do Estado nº 2710/88, a Região Administrativa de Londrina, é integrada pelos seguintes municípios: Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso, Cafeara, Cambé, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Ibiporã, Jaguapitã, Londrina, (pólo), Lupionópolis, Mirasselva, Porecatu, Primeiro de Maio, Rolândia e Sertanópolis;

A Região Metropolitana de Londrina, primeira do interior brasileiro, foi instituída pela Lei Complementar n.º 81, de 17 de junho de 1998, e alterada pelas Leis n.º 86, de 07/07/2000, e n.º 91, de 05/06/2002, sancionadas pelo governador Jaime Lerner. Fazem parte de sua composição os  Municípios de Londrina, Bela Vista do Paraíso, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Rolândia,  Sertanópolis e Tamarana, abrangendo uma população de 678.032 habitantes. (IBGE – censo 2000 – Resultados do Universo).


[1] A Lei n.º 7.484, de 20/07/98, define o Perímetro da Zona Urbana e da Zona de Expansão Urbana do Distrito Sede do Município de Londrina.
A Zona urbana compreende as áreas urbanizadas ou em vias de ocupação e as glebas com potencial de urbanização que ainda não sofreram processo regular de parcelamento.A Zona de Expansão Urbana é aquela externa à Zona Urbana onde se prevê ocupação ou implantação de equipamentos e empreendimentos considerados especiais e necessários à estrutura urbana.
A transformação de Zona de Expansão em Zona Urbana fica vinculada ao processo de aceitação de loteamentos regularmente aprovados e implantados ou ao visto de conclusão de obras regularmente aprovadas e construídas.

[1] Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina.

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