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Maternidade Municipal reduz taxa de complicações em nascimentos

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Maternidade.ARQUIVO.P

Unidade é referência no norte do Paraná, sendo a oitava maternidade que mais faz partos, por meio do SUS, em todo o Estado

A Maternidade Municipal Lucila Ballalai tem se consolidado, cada vez mais, como uma das mais importantes maternidades públicas da região norte do Paraná e de todo o estado. Atualmente, a Lucila Ballalai é a maternidade que mais realiza partos no norte do Paraná, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Em todo o estado, é a 8ª maternidade no âmbito do SUS com maior número de partos efetuados. Os dados foram apontados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS), considerando os partos realizados entre janeiro e novembro de 2017.

E para melhorar a qualidade de saúde da população, a Maternidade tem investido em melhorias na assistência integral à gestante. Uma das conquistas do ano de 2017 foi na redução da taxa de complicações em nascimentos, chamado índice de Apgar, que é um método simples e eficiente de medir a saúde do recém-nascido e de determinar se ele precisa de assistência médica imediata.

O teste de Apgar mede a vitalidade dos recém-nascidos e dá uma estimativa de anóxia neonatal (condição de privação ou diminuição da oferta de oxigênio ao cérebro). O escore vai de 0 até 10 e, quanto maior o índice, menor a probabilidade de repercussão negativa para o bebê. A avaliação da criança é feita um minuto após o nascimento e novamente aos cinco minutos de vida fora do útero.

O índice entre 8 e 10 indica que a criança está em ótimo estado de saúde e provavelmente não irá precisar de cuidados extras. Entre 6 e 7, aponta estado regular e pode necessitar da ajuda de aparelhos para respirar. A avaliação abaixo de 5 demostra bebês em condições que exigem auxílio médico especial, podendo trazer complicações e sequelas.

Segundo levantamento feito pela Maternidade Lucila Ballalai, em 2017 houve uma queda de 37% nas taxas de Apgar menores que 6 no quinto minuto de vida, em comparação com 2016. Além disso, em 2017 foi registrado uma queda de 28% nas taxas de Apgar menores que 7, também no quinto minuto de vida, com relação ao ano de 2016. Nos último seis meses, apenas quatro crianças apresentaram Apgar menor que 7.

Para o coordenador médico da Maternidade, Eduardo Cristofoli Silva, a melhoria nos números é resultado de uma melhor assistência à parturiente, desde a realização do pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS), até a conclusão do parto na maternidade. “Também à edificação de manuais de rotina, redução no tempo de espera para atendimento a patologia obstétrica de alta complexidade, capacitação de servidores da maternidade, entre outras melhorias”, destacou.

Cesarianas – Outra grande conquista da maternidade tem sido com relação às taxas de partos cesáreos, feitos através de cirurgia. Atualmente, a taxa de cesariana da Lucila Balallai é de 38%, melhor do que a média nacional. O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DataSUS) aponta que, em 2014, 57% dos partos realizados no Brasil eram cesáreas.

De acordo com Cristofoli, o parto normal é o mais indicado no mundo todo, pois o risco de morbimortalidade materna é muito menor, além de reduzir o risco de complicações e sangramentos. “No parto cesáreo a possibilidade de morte ou complicações é muito maior. O Brasil ainda tem muito a avançar, pois é campeão mundial de cesarianas, segundo dados da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS)”, frisou.

O coordenador médico informou que existem inclusive programas ministeriais que incentivam o parto normal. “Há diretrizes nacionais de assistência ao parto normal, para orientar como ele deve ser feito no Brasil. Por isso a importância de investir na conscientização da população e dos profissionais de saúde sobre a via natural de parto. Graças às campanhas de conscientização e políticas de incentivo, tem crescido o número de grávidas que desejam o parto normal na Maternidade Lucilla Ballalai”, ressaltou.

Registros da Secretaria Municipal de Saúde mostram que a Maternidade Municipal atende, em média, cerca de 55% dos partos de Londrina realizados pelo Sistema Único de Saúde. Mensalmente, é realizada uma média de 260 partos, sendo aproximadamente 100 cesarianos, e 760 consultas. “Isso demonstra que ações na maternidade têm um retrospecto e importância na saúde de todo o norte do Paraná, ou seja, é um hospital municipal que tem impacto estadual”, salientou.

Além disso, de acordo com o DATASUS, a cada quatro nascimentos na macrorregional norte, entre janeiro e outubro de 2017, um foi realizado na Maternidade Municipal de Londrina. A macrorregional norte é composta pelas 16ª, 17ª, 18ª, 19ª e 22ª regionais de Saúde, compreende 97 municípios paranaenses e soma uma população de 1,8 milhão de habitantes.

Sobre o local – A Maternidade Municipal Lucilla Ballalai iniciou suas atividades em 23 de dezembro de 1992, com o objetivo de atender gestantes do município de Londrina.  É referência à gestação de risco habitual e intermediário, ou seja, acima de 37 semanas (Gestação a termo), contribuindo para a alta complexidade, e atendendo patologias compensadas como diabetes gestacional, hipotireoidismo, dentre outras.

Atualmente, registra 84.059 nascimentos e conta com profissionais qualificados para oferecer elevados padrões técnicos, científicos e de humanização. A estrutura física ocupa uma área de 3.227 m² e é composta por três salas de parto natural e duas salas de cesárea; sete leitos para pré-parto; cinco leitos para recém-natos com cuidados especiais e 35 leitos de puerpério em sistema de Alojamento Conjunto. O restante da área é utilizado para setores administrativos e serviços gerais.

Para 2018, está na programação da gestão Marcelo Belinati uma grande reforma na maternidade, que nunca passou por uma reforma geral, desde a sua fundação, há 25 anos. Neste momento, o Município aguarda a conclusão de um convênio com o governo do Estado para dar sequência aos procedimentos licitatórios, necessários para iniciar as obras.

Foto: Arquivo

 

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