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E. M. Maestro Andréa Nuzzi - Histórico

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HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

A Escola Municipal "Maestro Andréa Nuzzi", está situada à rua Suécia, 67 - Jardim Igapó, Município de Londrina - Estado do Paraná.

A escola teve suas atividades iniciadas a partir da doação do terreno pelo Sr. Antônio Sebastião Fillipem, com escrituras no livro n.º 255, folha n.º 50, 1º Tabelião, com data de 08 de outubro de 1966. O início do funcionamento da escola deu-se apenas com uma sala de aula.

Em 1969, a escola, que a princípio denominava-se Escola Municipal "Jardim Igapó", foi ampliada para 4 (quatro) salas de aula e 2 (dois) sanitários. Nesse ano, a escola contava com 146 alunos e 5 professores. No ano de 1970, respondia, pela direção da Escola, a professora Carmelita Honorato de Sousa.

A denominação da escola para Escola Municipal "Maestro Andréa Nuzzi", deu-se pela Lei n.º 2615, decretada pela Câmara Municipal de Londrina, sancionada pelo então prefeito do município, Dr. Dalton Fonseca Paranaguá, no dia 22 de novembro de 1972. Recebeu o nome de "Maestro Andréa Nuzzi", em homenagem ao grande músico, compositor da música do Hino de Londrina.

Em 1973, o prédio foi ampliado, ficando com um total de seis salas de aula para atender aos alunos, sala do professor, sala do diretor, sanitário de professor e casa do zelador. Nesse ano, segundo consta do Livro n.º 167/N, Folha 345, datado de 10 de setembro de 1973, a Escola recebeu mais um terreno também doado pelo Sr. Antonio Sebastião Fillipem.

No ano de 1978, a Escola recebeu, como consta do Livro n.º 399-N, Folha nº 13, datado de 22 de junho de 1978, mais um terreno, doação do mesmo senhor.

Em 17 de setembro de 1987, a biblioteca sucursal foi oficializada pela Lei de Criação n.º 4138. Porém, no final desse mesmo ano houve necessidade de se demolir três salas de aula que estavam infestadas por cupins. Devido a isso, no ano de 1988, a sala da biblioteca passou a funcionar como sala de aula, ficando assim, quatro salas em funcionamento.

Em 1991, a escola voltou a funcionar com três salas de aula, devido à diminuição da demanda escolar, sala da diretora, sala da secretaria, sala da supervisão, sala de professores, sanitário de professor, sanitários de alunos, biblioteca, cantina, despensa de mantimentos, despensa de produtos de limpeza e casa de caseiro.

No início de 1991, a Escola contava com 180 alunos matriculados regularmente de 1ª à 4ª série do primeiro grau. Porém, no dia 30 de maio do corrente ano, às duas horas e cinquenta e cinco minutos, como consta na Certidão de Ocorrência n.º 22/91 do Corpo de Bombeiros, datado de 04 de junho de 1991 e assinada pelo Comandante Sr. Manoel D. Paredes Filho, a Escola incendiou-se, restando apenas uma sala de aula, a biblioteca, a cantina, a despensa de produtos de limpeza, os sanitários dos alunos e a casa do caseiro.

Todos os documentos, materiais pedagógicos e a maioria dos bens móveis da escola foram consumidos pelo fogo. Em caráter emergencial, foram tomadas as providências e readaptado o que sobrou para atender aos alunos. Nesse ano, a escola passou a atender também no período intermediário, quando antes do incêndio funcionava apenas em dois períodos.

Com a readequação do que restou, a escola passou a funcionar com duas salas de aulas em três turnos, a cantina e uma sala onde funcionava a parte administrativa da escola.

No ano seguinte, 1992, com a adaptação da casa do caseiro para mais uma sala de aula e a biblioteca, a escola voltou a funcionar em dois turnos. No mesmo ano ainda, assumiu a direção a professora Kimiko Matsuo, eleita por maioria de votos na 1ª eleição direta para a escolha de diretores das Escolas Municipais de Londrina.

No final de 1993, teve início a reconstrução total do prédio da escola. Durante o período de reconstrução, a escola funcionou nas dependências da Capela Nossa Senhora Aparecida, situada no bairro, nas proximidades da escola.

A reinauguração aconteceu no mês de outubro de 1994 e o prédio novo passou a funcionar com 3 salas de aula, sala de professores, diretoria, secretaria, sala de supervisão, sala de contraturno, biblioteca, cantina, almoxarifado, despensa, salão de merenda, sanitários para alunos e para professores e um amplo pátio cimentado.

No final do ano de 1994, em nova eleição, a professora Kimiko Matsuo foi reeleita para o segundo mandato.

Em 1996 houve a introdução de uma turma de pré-escola no período vespertino, atendendo à demanda existente na comunidade, e a Escola passou a denominar-se: Escola Municipal "Maestro Andréa Nuzzi" - Educação Infantil e de 1º Grau. Devido a isso, houve necessidade de algumas alterações no espaço físico: a biblioteca foi transferida para a sala de contraturno; as aulas de contraturno passaram para a sala da direção e a direção para a secretaria; o pré passou a funcionar na sala onde era a biblioteca e a supervisão passou para a sala dos professores.

Já a partir do ano de 1997, a escola passou a funcionar com oito turmas, sendo duas de pré-escola.

No ano de 1998, assumiu a direção da escola a professora Kátia Costa Perusso Oliveira, eleita em pleito realizado em dezembro do ano anterior. Nesse mesmo ano, a escola passou a denominar-se "Escola Municipal Maestro Andréa Nuzzi - Educação Infantil e Ensino Fundamental", atendendo à exigência da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei n.º 9394/96.

Atualmente, a escola atende a 180 alunos distribuídos em 8 (oito) turmas de Educação Infantil à 4ª série, sendo 4 (quatro) em cada período de funcionamento. A professora Kátia Costa Perusso Oliveira responde pela direção, após reeleição nos pleitos de 2000, 2003 e 2007 e a pedagoga Rosangela Maria Cestari responde pelo trabalho pedagógico da escola desde o ano de 1993.

NOSSO PATRONO

BIOGRAFIA DO MAESTRO ANDRÉA NUZZI

A escola recebeu esse nome em homenagem ao autor da música do Hino a Londrina.

Andréa Nuzzi nasceu no dia 1º de outubro de 1902, em Santa Ágata Dei Gioti, uma cidadezinha ao sul da Itália. Herdou do pai, Pasquale Nuzzi, o título de Marquês de Campofiore e da mãe, Arminda Ferrara, o título de Duque de Ferrara.

Despertou para a música aos 4 anos de idade. Uma paixão que o acompanhou por toda a vida.

Incentivado pelos pais, começou a frequentar o conservatório San Pietro Amaiela, em Nápoli, já se destacando nas áreas de harmonia e composição.

Aos 20 anos de idade, já possuía o diploma universitário de musicista graduado no San Pietro.

Em 1924, contra a vontade dos pais, partiu para a América. Desembarcou na Argentina e acabou ficando em Buenos Aires até 1957. Durante esse período se transformou em artista de renome nacional e internacional, dirigindo companhias teatrais, de operetas e revistas. Teve até uma companhia própria com a qual excursionou por toda a América.

Empolgava as plateias com seus teatros de revista. Seu reconhecimento veio também do governo italiano, recebendo medalha de louvor por divulgar culturalmente o nome da Itália em outros continentes.

Do primeiro casamento teve dois filhos. Quando ficou viúvo, em 1934, casou-se com Ermu D’Aprile, que também era do meio musical.

Na verdade, Andréa Nuzzi não veio ao Paraná para se aventurar. Por artes da vida, Nuzzi e sua esposa vieram a Londrina como parte de uma turnê artística que começou em Minas Gerais e chegou à região. Faziam parte de um pequeno grupo e se apresentavam no extinto Cine Jóia, onde em 1957, alcançou enorme sucesso. O casal agradou e foi convidado a ficar.

O maestro fundou vários conservatórios na região. Entre eles, os de Cambé e de Rolândia. Fundou o Coral da Escola Normal de Cambé e da igreja matriz de Rolândia. Fundou em Londrina, com os alunos de sua esposa, o conjunto vocal “Escala de Seda”. Esse conjunto levou o nome de Londrina por todo o Paraná.

Em 1963, o maestro conseguiu com o governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, a oportunidade para que seus alunos se apresentassem no Festival Internacional de Música Clássica, onde desfilavam orquestras sinfônicas de todo o mundo.

Nos últimos cinco anos de sua vida, dirigiu o Coral Transparaná, cuja atuação foi das mais marcantes, tendo inclusive gravado dois discos, um dos quais com o Hino a Londrina.

Esse hino, composto por Andréa Nuzzi, homem que tinha o ritmo na alma, e que competiu com mais trinta músicas concorrentes à categoria de hino oficial da cidade, venceu e causou polêmica em 1957. Houve protestos, teve gente que alegava que a banca examinadora não estava habilitada para julgar. Mas o tempo provou: o hino foi examinado por peritos de Curitiba e a classificação no concurso foi confirmado. Música de Andréa Nuzzi e a poesia de Francisco Pereira de Almeida Júnior. Uma obra musical para a posteridade. Essa composição é hoje o Hino Oficial de Londrina.

Com uma vida totalmente dedicada à música e também aos menos afortunados, a quem sempre mostrou muito carinho, havendo participado de todas as atividades beneficentes realizadas na região, o maestro Andréa Nuzzi morreu em Cambé, em 24 de julho de 1972.

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