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E. M. Dr. Joaquim Vicente de Castro - Histórico

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HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

A escola começou a funcionar no Centro Comunitário do Conjunto Habitacional “Aníbal de Siqueira Cabral” em 1982, como extensão da Escola Municipal “Dalva Fahl Boaventura” com turmas de 1ª a 4ª série.

No ano de 1983, deixou de ser extensão e passou a funcionar com o nome de Escola Municipal do Conjunto Habitacional “Aníbal Siqueira Cabral” - Ensino de 1º Grau, criada com o Decreto Municipal n.º 058 de 28/02/84. A autorização de funcionamento foi dada pela Secretaria de Estado da Educação pela Resolução n.º 6410 de 17/08/84, porém a escola continuou funcionando nas dependências do Centro Comunitário.

Em 15/02/84, por meio da Escritura Pública (fls. 170, do livro 452, do 1º Tabelionato local), o Sr. João Carlos Bespalhok e esposa, doaram ao município de Londrina, o lote n.º 39 da Gleba Ribeirão Cafezal, para a construção dessa Unidade Escolar.

No ano de 1985, a escola ocupou também as dependências do Centro Comunitário do Conjunto Habitacional “Oscavo Gomes dos Santos” com 08 (oito) turmas.

Em agosto de 1985, o então prefeito Dr. Wilson Rodrigues Moreira, pelo Decreto n.º 222 de 20/08/85, denominou a Escola como Escola Municipal “Dr. Joaquim Vicente de Castro” - Ensino de 1º Grau, ainda funcionando nos dois Centros Comunitários. A escola recebeu esse nome em homenagem ao primeiro prefeito nomeado de Londrina. Em 19/10/86, a escola ganhou sede própria, com 10 salas de aula, funcionando em 03 períodos, tendo como diretora a Professora Cleusa Aparecida Corrêa, desde 1983.

Em 1988, a escola passou por melhorias, foram construídas a ala administrativa e a Biblioteca Pública Municipal Sucursal “Professor Manoel Joaquim Gonçalves Alves Machado”.

No ano seguinte, a escola foi ampliada, ganhando mais duas salas de aula. Nesse ano de 1988, a escola funcionou em 3 períodos, com 24 turmas. Ainda neste ano, foi designada para exercer a função de diretora a Professora Vera Lúcia Valente, que atuou nessa função até a data de 03/09/93, quando assumiu a direção a Professora Marialba Regina Plaisant Baggio, que ocupou essa função até fevereiro de 2001.

Em 1994, nossa Escola passou a ofertar a modalidade de Educação de Jovens e Adultos.

No ano de 1997, foi dada a autorização para o funcionamento da Educação Infantil, pela Resolução n.º 3478/97 de 15/10/97. A escola, nesse ano, funcionou com 4 turnos, 34 turmas de pré a 4ª série (diurno) e 3 turmas de Educação de Jovens e Adultos (noturno). No período noturno, o município cedia 9 salas de aula para o funcionamento da Escola Estadual “Tereza Fumiko Kaminagakura” , de 5ª a 8ª série.

Em 1998, a escola funcionou em 4 períodos, com 32 turmas de Pré a 4ª série (diurno) e 3 turmas de Alfabetização de Jovens e Adultos. A escola estadual, que funcionava no período noturno, passou a funcionar em sede própria.

Com a ampliação em 1999, eliminou-se o turno intermediário e a escola passou a contar com 17 salas de aula. Nesse mesmo ano, passou a funcionar 01(uma) Classe Especial de Deficiência Mental, com autorização de funcionamento dada por meio da Resolução n.º 4154/99, de 11/11/99 da SEED.

Em fevereiro de 2001, assumiu a direção a Professora Dalma Ieda Ferreira, eleita pela comunidade escolar.

No ano de 2002, deu-se início ao Projeto Musicando na Escola, pela Lei de Incentivo à Cultura, coordenado pela Professora Regina Maria Grossi Campos, violinista da Orquestra Sinfônica da UEL, atendendo a alunos do período da manhã que receberam aulas de violino, musicalização e coral no período da tarde. Esse projeto tem por objetivo ser desenvolvido em local onde a população não costuma ter acesso a atividades culturais e de baixo poder aquisitivo, atuando na melhoria da qualidade da realidade social em que vivem.

É possível observar resultados muito gratificantes do projeto, alunos que revelaram grandes potenciais para a música e que já estão se profissionalizando; as apresentações públicas frequentemente realizadas são de excelente qualidade e a procura dos alunos pelo projeto vem aumentando no decorrer dos anos.

Em 2006, ampliou-se essa oportunidade também para os alunos do período da tarde, oferecendo aulas do projeto nos dois turnos.

Em fevereiro de 2006, deu-se início ao atendimento de Sala de Recursos, dentro da Modalidade de Educação Especial, um serviço de natureza pedagógica, desenvolvido por professor habilitado e especializado em Psicopedagogia e Educação Especial para atendimento de crianças que passaram por avaliação pedagógica multiprofissional onde se constatou a necessidade de apoio especializado.

No ano de 2007, a escola passou por melhorias. A quadra de esportes recebeu cobertura e pintura nova; o estacionamento foi ampliado e o jardim foi cercado com pequenas grades de ferro coloridas. Ainda neste ano, deu-se início ao Projeto de Ginástica Rítmica Desportiva, em nossa escola, numa parceria com a Fundação de Esportes.

No ano de 2008, assumiu a Direção da Escola a Professora Roseli Aparecida de Lima Santos, eleita pela comunidade escolar.


NOSSO PATRONO

Biografia de JOAQUIM VICENTE DE CASTRO

Natural de Ponta Grossa – PR, nascido em 30/08/1897, filho do Major Vicente Ferreira de Castro e Maria Augusta Silva de Castro, formou-se em Engenharia Civil, na cidade de Curitiba, na primeira turma da Universidade do Paraná, em 1920.

Foi secretário municipal de Viação e Obras Públicas em Curitiba e depois o mesmo cargo em nível estadual. Foi responsável pelo sistema de abastecimento de água de Curitiba, com recalque de água da Serra do Mar para a estação do Batel, chefiando o Departamento de Água e Esgoto da Capital.

Em 1923, deixou as atividades estatais, partindo para a iniciativa privada, construindo estradas para o Governo do Estado. Na ocasião, o estado não possuía verba para o pagamento dos serviços prestados, fez uma doação de pagamento, em terras às margens do Rio Ivaí, na embocadura do Rio Corumbataí.

Em 1929, passou a residir em Ibaiti, então Barra Bonita, de onde partiu em expedição rumo ao Rio Ivaí. Foi o pioneiro na travessia do Rio Tibagi, na altura de Jataizinho, alcançando as margens do Rio Ivaí, por picadas por ele próprio abertas onde localizavam-se suas terras. Nessa abertura do sertão, abriu caminho para a localização de diversas cidades, como Mandaguari que batizou de Espigão Seco e depois denominada Lovat; Nova Danzing, hoje Cambé; Rolândia (Caviúna) e novamente Rolândia e Arapongas.

Entre 1931/32, foi nomeado pelo interventor Manoel Ribas, para prefeito de Jacarezinho, para apaziguar uma disputa política entre duas famílias tradicionais. Levou para lá a escola normal, abriu muitos quilômetros de estradas, construiu praças, proporcionando muito progresso à região.

Em 1933, fixou residência em Jataí (atual Jataizinho) onde era o terminal ferroviário, único meio de transporte na época de onde continuou suas entradas pelo sertão.

Aproveitando o traçado de seus levantamentos e picadas, os engenheiros da Cia. De Terras Norte do Paraná abriram as estradas e locaram sítios e cidades que promoveram extraordinário desenvolvimento da região. As estradas por ele abertas, na maioria, são estradas asfaltadas hoje.

Em dezembro de 1934, foi nomeado, pelo Interventor Manoel Ribas, para o cargo de primeiro prefeito de Londrina. Apesar dos pequenos recursos da época, promoveu intenso desenvolvimento. Trouxe as Casas Pernambucanas, Escola Normal, fundou a Santa Casa de Misericórdia, ajudou na construção da Igreja Matriz (de madeira), abriu dezenas de quilômetros de estradas para: Assaí, onde também construiu escolas e demais benfeitorias, assim como Cambé e Rolândia, distritos de Londrina.

Em 1935, fixou residência em Apucarana, formou a Fazenda Jurubu, tendo sido o pioneiro número um desse município, passando essa época a dedicar-se apenas às atividades empresariais.

Em seu rancho de pau a pique e coberto de tábuas de pinho por ele mesmo tirado e construído, foi anfitrião no sertão de diversos pioneiros, como Manoel dos Reis, Carlos Schimidt e muitos outros, quando vieram abrir suas fazendas. Manoel dos Reis foi o fundador da Vila Reis. Na fazenda de Carlos Schimidt, estão localizados diversos núcleos habitacionais, já teve campo de aviação, tem o Colégio Agrícola e o atual Parque da Raposa.

Por suas mãos, vieram centenas de pioneiros, como José de Oliveira Rosa, Osório Ribas de Paula, Ladislau Grabisck, Manoel Gomes da Costa e muitos outros.

Em 1937, passou a dedicar-se também à indústria em São Paulo, sem contudo abandonar as atividades do Norte do Paraná. Foi o pioneiro no Brasil de Extração de estanho em sistema eletrolítico. Extraía estanho de folhas de flandes e reaproveitamento de sucata.

Em 1939, transferiu suas indústrias para o Rio de Janeiro, continuando o reaproveitamento de sucata e de flandes, para a extração de estanho, para o bem do Brasil e seus aliados no tempo da Segunda Guerra Mundial.

Em 1941, em Minas Gerais, foi o pioneiro na mineração de cassiterite para a extração de estanho. Na cidade de São João Del Rey, fundou a Usina e Fundição São João que existe até o dia de hoje. Em São João Del Rey, tornou-se amigo do vereador Dr. Tancredo Almeida Neves que chegou a eleger-se Presidente da República.

Fundou as cidades de Bonsucesso e Fenix, onde sempre ajudou na construção de igrejas, escolas, estradas e etc., arrendando quase que de graça terras aos menos afortunados, para o cultivo de cereais, algodão e outros, a preços simbólicos, somente para evitar intrusos.

A vida do Dr. Joaquim Vicente de Castro foi repleta de realizações e exemplos de altruísmo e filantropia. Além de pioneiro, foi benemérito, doando entre outras, grandes contribuições para a construção e manutenção da Igreja Matriz local e outras igrejas, doou terreno para construção do Colégio São José; doou terreno para a Santa Casa de Misericórdia, cujo fruto da venda foi o início do Hospital da Previdência; doou terreno para a construção do Colégio Adventista; ajudou economicamente e constantemente o Asilo São Vicente de Paulo em Apucarana, Fenix e outras localidades, incluíndo Londrina, onde também ajudou o Hospital do Câncer, Banco de Olhos e outros.

Foi grande promotor de desenvolvimento de Apucarana, abriu loteamentos para a expansão da cidade, colaborando com a população de baixa renda, vendendo terrenos a longo prazo. Como exemplos temos: Vila Operária, Presidente Getúlio, Jardim Duque de Caxias, Vila Santa Bárbara, Vila Nova e outros. Para a classe média e média alta, escolheu as partes mais centrais como: Vila São José Reichert, Vila Maristela, Vila Maria, Vila Lorena, Jardim Apucarana e outros.

Para dar maior ênfase ao desenvolvimento de Apucarana, construiu, em 1943, a primeira imobiliária da cidade de Castro, CASTRO E CIA. LTDA. Por intermédio dela, efetuou-se vários loteamentos, edificações, com locação barata para os recém-vindos.

Em sua fazenda, construiu a primeira olaria da região abastecendo de tijolos a cidade, que demonstrava grande desenvolvimento.

Os primeiros prédios edificados na cidade, foram construídos por ele numa época adversa, sem água, sem luz, sem esgoto, construindo e mantendo todos esses serviços .

Foi idealizador do primeiro cinema de tela panorâmica: Cine Fênix, hoje Cine Apucarana.

Desde o início de Apucarana, sonhava em construir um frigorífico para o aproveitamento de suínos da região. Realizou seu sonho com a construção do COMAFRIG, hoje FRIGONASA, que emprega centenas de operários. Por onde passou, sempre promoveu grande progresso. Apucarana, dos lugares que ele habitara, era a mais querida pelo clima ameno. Em seus artigos escrevia, enumerava sete residências, inclusive uma residência em Paris (França), mas a menina de seus olhos era Apucarana.

Faleceu aos 87 anos, no dia 27 de maio de 1985. De sua união com Olga Junqueira de Castro, nasceram: Olímpia Augusta Junqueira de Castro Bittencourt, Odete Junqueira de Castro e Vicente Junqueira de Castro.

Pelos dignificantes exemplos deixados, ficará eternizado na memória de todos os que o conheceram como um dos mais ilustres paranaenses e grande pioneiro do Norte do Paraná.

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